Os Cinco Pilares da Pide

"A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), depois apelidada de Direcção-Geral de Segurança (DGS), foi responsável pela repressão de todas as formas de oposição ao Estado Novo. Vigiou, prendeu, torturou, censurou. Espalhava o medo entre os portugueses e actuava sobre aqueles que ousavam falar, criticar e agir contra o regime ditatorial. ~

Perceber quem eram estes pilares, a sua ascendência, as suas convicções, a forma como entraram para a PIDE, como subiram na carreira, como reagiram perante determinadas situações, bem como viveram o pós-25 de Abril, é também perceber a história da PIDE/DGS, pois uma instituição é sobretudo o que os seus responsáveis fazem dela."

Irene Flunser Pimentel é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea (séc. XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano, e, mais recentemente sobre o período de transição para a Democracia. É investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), tendo terminado um projeto de Pós-Doutoramento, aprovado pela FCT, intitulado "O processo de justiça política relativamente à PIDE/DGS na transição para a democracia em Portugal".

É autora de diversos livros, entre os quais se destacam: História das Organizações Femininas do Estado Novo (2000), Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial (2006), A História da PIDE (2007), Espiões em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial (2013) e O Caso da PIDE/DGS (2017). É co-autora de Salazar, Portugal e o Holocausto (2013) e de Mulheres Portuguesas (2015).

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