Sessão de lançamento dos livros Asa de Saturno de Maria João Cantinho e Rimbaud, o Viajante e o seu Inferno Ana Cristina Silva, Editora Exclamação

Apresentação dos livros Asa de Saturno de Maria João Cantinho e Rimbaud, o Viajante e o seu Inferno de Ana Cristina Silva, edição Exclamação

Asas de Saturno

A sua alma não conhecia sossego. À medida que o representava, procurando destruí-lo, erradicá-lo da sua imaginação e memória, parecia abrir-se, então, uma nova clareira, convocando uma infinidade de visões que se confundiam com as representações. Finalmente, entorpecido pelo cansaço e pelo delírio, Gabriel escreveu numa folha de papel: de espelho em espelho.

Maria João Cantinho nasceu em Lisboa, em 1963, e viveu a sua infância em Angola. Regressou em 1975 a Portugal e estudou na Universidade Nova de Lisboa, onde se licenciou em Filosofia e realizou uma dissertação de mestrado tendo-se doutorado em Filosofia Contemporânea.

Atualmente é professora no Ensino Secundário e Professora Auxiliar no IADE (Creative University of Lisbon), Membro integrado do Centro de Filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa, Membro Associado do Collège d’Études Juives et de Philosophie Contemporaine. É também Membro da Direção do Pen Clube Português, da APE (Associação Portuguesa de Escritores) e da APCL (Associação Portuguesa de Críticos Literários). É colaboradora na Revista Colóquio Letras e em diversas revistas literárias e académicas e membro do Conselho Editorial do Caderno do Grupo de Estudos Walter Benjamin.

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Rimbaud, o Viajante e o Seu Inferno.
Rimbaud, o Viajante e o Seu Inferno de Ana Cristina Silva

«A infelicidade existia na paz das coisas familiares, por isso, tinha sempre vontade de partir. Há quem pinte cavaleiros luminosos em cima de garbosos cavalos, Arthur teria sempre vontade de os montar. Nada nem ninguém o conseguia reter. Arthur talvez não tivesse disso consciência, mas, em cada viagem, procurava preencher a distância que o separava do amor. a sua busca era sempre a mesma: como alimentar o fogo da paixão para que ele ardesse eternamente? Evidentemente, não sabia a resposta.»
Ana Cristina Silva


Ana Cristina Silva nasceu em Lisboa e é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação. Escreveu até ao momento dez romances: Mariana, Todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia-luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009), Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid (2010), Cartas Vermelhas (2011, selecionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora), O Rei do Monte Brasil (2012, finalista do Prémio SPA/RTP e do Prémio Literário Fernando Namora, e vencedor do prémio Urbano Tavares Rodrigues) e A Segunda Morte de Anna Karénina (2013, finalista do Prémio Literário Fernando Namora).
Em 2017, A Noite não É Eterna venceu o Prémio Fernando Namora.

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